É nesse quarto aonde o fluxo do ar condicionado me inspirou estranhamente a escrever sobre distorções de pensamentos do vazio que se apresentam famílias de espécie rica e em destaque da massa, de faróis de desejos que escapam de minha mão e do peso de uma paixão passada em que já não consigo derramar lágrimas facilitadas sobre uma árida retina.
É nessa mansão onde me sinto perdido e completamente achado em denotações de sonhos que nunca me parecem abjetos ou insípidos. Sinto que vago por infinitos caminhos a cada olhar que me passa, sinto-me ferido pela paixão e queimado pela cinza de cicatriz dissertando um texto na madrugada, sobre feridas e ao mesmo tempo, a ambiguidade humana.
É no som do balanço do mar que não quero mais dormir para passar o dia. A cicatriz parece que costura-se em rochosas dunas que podem desabar, mas, por favor, sorria desse texto, tenho certeza de que todos já se sentiram como grão de areia em mar, querendo se agrupar; cicatrizar e se encontrar.
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