quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Duarte

Flor você sabe que outro dia li com dificuldade um texto de um escritor muito célebre na cultura brasileira e eu assim achei engraçado mas ao mesmo tempo trágico eu estou suado após horas de trabalho nesta pescaria grande enorme eu pedi ao português Duarte que escrevesse pra mim eu disse olha seu chefe você escreve por favor como eu falar e quem ler que se vire para entender porque eu preciso dizer eu preciso gritar e expressar essa coisa esquisita que me queima me dá saudade me aperta para valer e eu juro eu falo a verdade eu não cruzei os dedos não pois eu choro falando estas palavras aqui e o Senhor Duarte não ria assim não você não sabe o que é um ser longe da família amigos e amor?
As vezes eu sumo eu sei não é por mal é meu trabalho mas eu tento equilibrar vocês me desculpem eu assim perco o ar porque me vem duzentas palavras na cabeça e eu só falo duas eu não sei eu nem me importo se o português me acha maluco por favor entendam que eu prezo muito vocês peço que não me deixem a solidão é ruim péssima mas eu controlo eu quero abraçar todos que bobo e é meio tolo nesse mundo agressivo. Seu Vinicinho me desculpe adorei o seu fragmento achei intenso e simples quis copiar para mostrar aos meus amigos amigas pai mãe irmãos família que amo e que esse é meu jeito deixa eu secar as lágrimas que já vou trabalhar obrigado Senhor Duarte Seu Vinicinho e a todos que leram.


Obs: Este texto é de total influência do poeta Vinícius de Moraes (Antologia poética - Elegia lírica). Onde o personagem quer se expressar de qualquer modo, acabando por deixar todo recado como algo cômico e ao mesmo tempo, comovente.