domingo, 14 de agosto de 2011

Escrever

Me liberta do incerto
Me joga no correto
Afasta os insanos
Me deixa em um plano santo

Irreal seria meu eu sem a escrita
Como uma criança sozinha que grita
E que quanto mais fica sozinha
Mais deixaria sua inocência fria

Escrever é como um alívio da alma
Não vira a cara e nem ignora
O papel está sempre lá
Pedindo suas ideias para criar suas asas

Então, não deixo de escrever e dizer pra cá;
Que nunca deixarei esse hábito
Pois sem ele me jogaria no hálito
da escuridão

Murmúrio Humano

Falem, murmurem, gritem e espalhem que podem me tirar pedaços de essência e escassez dessa sociedade conturbada e orbital. Falem que pode-se descartar minhas qualidades e perseguirem meus defeitos. Que me faltem com a palavra, me traiam e me gostem. Publiquem que tentem tirar minhas tristezas e sequem minhas lágrimas ou absorvam toda a minha felicidade.
Postem que suguem minha alma, corpo e experiências - que tentem tirar-me do meu romance incorrigível e de meu mundo pensativo. Reclamem de minha tolice, mas jamais de minha postura. Briguem e tentem louvar e explanar oportunidades em versos obsoletos nessa carreira que chamamos de vida.
Tentem tirar meus momentos de loucura e mágoas, felicidades e alegria - com lembranças indubitáveis as pessoas que deixaram histórias em mim. Mas jamais, jamais peça, tire, sugue ou tente tirar meus valores e minha percussão sobre a vida ou quem eu prezo, será uma tentativa irrefutável de corrosão. Já estou cravado, desde pequeno, a me expressar com o coração.

[]'s para Bobby Burns e Abraham Lincoln.