Da sacada que bate a brisa fria da cidade megalômana havia uma mulher que fazia reflexões entre sua mente e o coração. Ela, apaixonada, sentia um pêndulo entre o destino e o passado, aberturas e espinhos. Ela possuía dificuldades em engolir as farpas da sua paixão e, por isso, estagnava-se em sólidas rochas.
Muitas vezes achava um exagero, mas ela sabia que era necessário analisar. Só não sabia até quando deveria se manter nesta envolvente intensidade de um turbilhão de pensamentos. Sabia também que seria um erro começar, mas também sabia que seria errôneo não arriscar. Por quê? Ninguém sabe. Quem a observa vê sua expressão delicada e analítica, talvez oscilando entre o usado e o amado. Entre mais uma de uma fila passada, querendo não ser uma rosa amassada ou uma passagem criada.
A paixão dela é intrigante. Ao mesmo tempo se mostra a criatura mais pura e singela do Universo, mas às vezes sente o seu passado no ambiente ao redor. Na expressão que ela usa, no toque que ela exerce. Sabe que a paixão tem sonhos, ambições e objetivos, sabe o que ela procura e consegue enchê-la de alegria e lágrimas ao mesmo tempo.
Esta paixão a deixou abismada por possuírem histórias tão parecidas e ela sempre sentir que alguém especial e de coração enorme entre na vida dela para ser salva. E ela cogita tanto a razão pela qual isso acontece. Qual a explicação para sempre usar suas asas e salvar a alma mais simplória?
A certeza vem juntamente com as correntes do passado e se torna uma neblina ofuscada, onde se mistura tristeza e felicidade. Ela gostaria de sentir a felicidade, assim como sua paixão. Ela também sabe que quando os dois corpos e corações se juntam no calor da ternura, isso já não importa mais. Não importa mais nada, não há desavenças e nem controvérsias, mas há correntes. Há correntes que a tomam pela mente e envolvem seu coração que desesperadamente implora para ser aberto por completo, ela não sabe oscilar entre o sim e o não. A paixão a faz ser oito e oitenta.
Ela ouve gritos dela pedindo, por favor, que deixe o passado morto, mas ao mesmo tempo suas asas são oprimidas pelo museu de indiferença do passado. E então ela quer sumir, ficar quieto para apagar o zero e ficar oito ou talvez acrescentá-lo para tornar oitenta. O seu peito suplica para que seja aberto e esteja totalmente desarmado para sua paixão entrar. Assim, ambos podem desfrutar da vida e viver intensamente, ambos podem carregar os sonhos e somá-los, transformá-los e abandonar todo este dilema. Ambos chegam perto, com lágrimas no rosto. Cria-se um diálogo rápido.
Posso pegar na sua mão?
- Sim, mas vai me deixar confusa e pensativa.
Posso te abraçar apertado?
- Sim, mas vai doer quando você me soltar.
.. e vai me machucar quando algum fato relembrar seus quadros de arte negativos.
(...) Que tortura. Daqui de cima vejo a asa e o coração dos personagens e também vejo seus olhos secos de tanto procurar lágrimas onde já não há mais. (...)
Muitas vezes achava um exagero, mas ela sabia que era necessário analisar. Só não sabia até quando deveria se manter nesta envolvente intensidade de um turbilhão de pensamentos. Sabia também que seria um erro começar, mas também sabia que seria errôneo não arriscar. Por quê? Ninguém sabe. Quem a observa vê sua expressão delicada e analítica, talvez oscilando entre o usado e o amado. Entre mais uma de uma fila passada, querendo não ser uma rosa amassada ou uma passagem criada.
A paixão dela é intrigante. Ao mesmo tempo se mostra a criatura mais pura e singela do Universo, mas às vezes sente o seu passado no ambiente ao redor. Na expressão que ela usa, no toque que ela exerce. Sabe que a paixão tem sonhos, ambições e objetivos, sabe o que ela procura e consegue enchê-la de alegria e lágrimas ao mesmo tempo.
Esta paixão a deixou abismada por possuírem histórias tão parecidas e ela sempre sentir que alguém especial e de coração enorme entre na vida dela para ser salva. E ela cogita tanto a razão pela qual isso acontece. Qual a explicação para sempre usar suas asas e salvar a alma mais simplória?
A certeza vem juntamente com as correntes do passado e se torna uma neblina ofuscada, onde se mistura tristeza e felicidade. Ela gostaria de sentir a felicidade, assim como sua paixão. Ela também sabe que quando os dois corpos e corações se juntam no calor da ternura, isso já não importa mais. Não importa mais nada, não há desavenças e nem controvérsias, mas há correntes. Há correntes que a tomam pela mente e envolvem seu coração que desesperadamente implora para ser aberto por completo, ela não sabe oscilar entre o sim e o não. A paixão a faz ser oito e oitenta.
Ela ouve gritos dela pedindo, por favor, que deixe o passado morto, mas ao mesmo tempo suas asas são oprimidas pelo museu de indiferença do passado. E então ela quer sumir, ficar quieto para apagar o zero e ficar oito ou talvez acrescentá-lo para tornar oitenta. O seu peito suplica para que seja aberto e esteja totalmente desarmado para sua paixão entrar. Assim, ambos podem desfrutar da vida e viver intensamente, ambos podem carregar os sonhos e somá-los, transformá-los e abandonar todo este dilema. Ambos chegam perto, com lágrimas no rosto. Cria-se um diálogo rápido.
Posso pegar na sua mão?
- Sim, mas vai me deixar confusa e pensativa.
Posso te abraçar apertado?
- Sim, mas vai doer quando você me soltar.
.. e vai me machucar quando algum fato relembrar seus quadros de arte negativos.
(...) Que tortura. Daqui de cima vejo a asa e o coração dos personagens e também vejo seus olhos secos de tanto procurar lágrimas onde já não há mais. (...)