Luz de hórus que ilumina entranhas
E ao mesmo tempo me quebra na escuridão estranha
O que falar e pensar senão me levas a sério
Leva-me a hipérbole pura e ao tenso mistério
O propósito aqui; você entrar e nadar
Nas arjúrias da essência, sem benevolências ao navegar
Me digas tu que adora prologar, prosear, desviar
Por que dissertas algo que não consegue expressar?
Digo-me e indigno-me o quão deslocado sou
O tanto de dogmas fúteis me nego a usar
Talvez diferente sou, embora vou;
Procurar a luz que nunca me bastei a achar
Dói quando estou longe, machuca o recíproco
Tu és o epílogo que quero preencher na ausência
- Meu epílogo;
Não vou acabar como uma sequência.
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