Algumas vezes, no silêncio da noite consigo ouvir o ruído de minha humanidade, minha mente se expande em reflexões de atitudes humanas, incluindo a minha.
Aonde errei feio? É um carma que me corrói por anos, anos que se passam e eu jamais compreendo o que acontece na entranha do meu corpo, do meu eu. Inevitável deslocado, romancista e sensível; porta aberta para oportunismo alheio.
Por muitas já me senti um aceloma, oco ou incaixável, sem tamanho, sem molde.
Não sei se eu assusto as pessoas com minha intensidade em demaseio devaneio, quando sou comparado a um “estranho” ou “equivocado” – somente dramático, tolo que precisa crescer por cogitar a existência de um colo apoiador, com amor, com carinho e companheirismo. Mas ainda acredito na essência humana; por incrível que possa parecer, eu não tenho receio de ser o pé do outro, as costas de suas mágoas, porque isso é realmente amar; deixar o egoísmo e se dar totalmente, ser o calor que espanta a frieza, a lei Física que não segue um final e nem uma regra.
Por que é tão difícil entender que não faço questão de ser deslocado, só compreendido? Até lá nem eu poderei lhes responder, eu sou eu; talvez sim, um aceloma “estranho”, mas cabe aqui eu desistir e tornar-me massivo ou continuar procurando outra peça romana, antes de Nero?
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