Filosofia, existencialismo e literatura. Essses são alguns
dos temas abordados no filme Corra, Lola, Corra. Começando pela citação de T.S.
Elliot e Herberger e pela trilha sonora industrial e post-punk oitentista, da
qual a sacada é boa e mirada aos internautas que gostam de literatura
estrangeira, não deixa nada a desejar para quem procura encher sua mala da
sétima arte com conhecimento.
Na parte técnica,
tudo é subliminar e julgado de forma surreal; o modo como os acontecimentos
ocorrem ao redor dos personagens prende e instiga por cenas futuras, envolvendo
rapidez e simultaneidade entre o passado e presente.
As marcas expostas no decorrer do filme remetem a uma
condição de capital, a fim de atrelar os slogans à popularidade no mundo real.
Dentro do repertório, elas não são mais do que um ponto de referência entre os
capítulos.
O enredo lembra
filmes como Quero Ser John Malkovich e Clube da Luta, que constantemente
colocam em pauta existencialismo, filosofia e reflexão na corda bamba entre a fragilidade
e sensibilidade racional.
Para apimentar as
coisas, ainda observamos uma ferramenta subliminarmente usada no filme, com
base em teorias psicanalíticas de Freud, como a cena da idosa insultando o
personagem principal, projetando na jovem o que a acusadora fora no passado.
Interessante enfatizar a abertura de um baú cheio de lembranças vindas de cada
personagem conforme a ofegante Lola cruza em sua missão relâmpago.
O drama no filme é
claro e a corrida contra o tempo é constante. Se você procura um filme recheado
de profundidade, tensão e autoconhecimento, Corra, Lola, Corra é uma ótima
pedida!
Nenhum comentário:
Postar um comentário