quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Resenha do filme Corra, Lola, Corra.

 Filosofia, existencialismo e literatura. Essses são alguns dos temas abordados no filme Corra, Lola, Corra. Começando pela citação de T.S. Elliot e Herberger e pela trilha sonora industrial e post-punk oitentista, da qual a sacada é boa e mirada aos internautas que gostam de literatura estrangeira, não deixa nada a desejar para quem procura encher sua mala da sétima arte com conhecimento.
 Na parte técnica, tudo é subliminar e julgado de forma surreal; o modo como os acontecimentos ocorrem ao redor dos personagens prende e instiga por cenas futuras, envolvendo rapidez e simultaneidade entre o passado e presente.
As marcas expostas no decorrer do filme remetem a uma condição de capital, a fim de atrelar os slogans à popularidade no mundo real. Dentro do repertório, elas não são mais do que um ponto de referência entre os capítulos.
 O enredo lembra filmes como Quero Ser John Malkovich e Clube da Luta, que constantemente colocam em pauta existencialismo, filosofia e reflexão na corda bamba entre a fragilidade e sensibilidade racional.
 Para apimentar as coisas, ainda observamos uma ferramenta subliminarmente usada no filme, com base em teorias psicanalíticas de Freud, como a cena da idosa insultando o personagem principal, projetando na jovem o que a acusadora fora no passado. Interessante enfatizar a abertura de um baú cheio de lembranças vindas de cada personagem conforme a ofegante Lola cruza em sua missão relâmpago.

 O drama no filme é claro e a corrida contra o tempo é constante. Se você procura um filme recheado de profundidade, tensão e autoconhecimento, Corra, Lola, Corra é uma ótima pedida!

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