O vagão vai e vem
Retém a luz do trem
Pensando bem,
Nunca terminou um livro.
Pensando bem, no trem
Nunca bebeu seu veneno,
Sua engrenagem funciona misteriosa como o sereno
Abre seu peito, no vácuo do túnel.
Tudo percorre um ciclo,
Onde está seu vínculo?
As rodas do futuro quebram seu corpo
Seu refúgio é obsoleto como papel e caneta.
Versos descrevem,
Quatro linhas geram um enredo
O sol bate na janela do trem
Mas seu interior permanece estático.
Esteve na linha do trem
Depois de anos, em vagões errados.
Em noites mal dormidas e de intensos pensamentos narrados,
Nada convém.
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