quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sensações

O que aconteceu
O vento bateu,
a esperança encolheu
Nosso corpo fugiu no breu

Mal sabem o sol e o horizonte
Cruzando com você ao meu lado esta ponte,
nada mais é pesado
Minha armadura cai e meus pecados são deixados

Nossa alegria de verão é assim
Cinza como o frio gélido de marfim,
em frente a uma lareira quente
Sentimos a veia pulsar no calor ardente.

Um comentário:

  1. dos tons, cinzas: restam as mesmas,
    do que queimado foi e ao céu subiu
    aquela esperança feliz se tornara pó
    voando descontente com o vento frio

    é o tom cinza da voz,
    com a cor triste da esperança
    esperança, aprendi a dizer essa palavra,
    e sinto ela descontrolada,
    querendo sumir de mim

    seu lugar preenchido pelo que se sente
    pelo que se pensa que se sente
    lugar preenchido por aquilo que sempre esteve ali

    que um dia há de a esperança explicar

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