Hoje eu senti saudade do seu corpo no meu. E de como sua
cara é linda quando eu a aperto contra meu peito, dando beijos na sua bochecha
carregados de ternura e afeto. Lembrei também das suas pernas se entrelaçando nas minhas e o calor de nossos corpos bastava para combater cinco graus de
temperatura.
Lembrei-me de como é
lindo quando o vento bate em seus cabelos e de como você lambe o lábio quando
digo que ele é lindo. Abre um sorriso que me encanta e tem um olhar que me
desarma.
Sorri ao lembrar que
nunca falta conversa entre a gente, e que compartilhar experiências vai além
das relações passadas, tem uma sintonia entre nós. Uma sintonia que nos
contorna entre carinhos e afinidades, melancolias e malabarismos de humor que
só a gente entende.
Chorei ao lembrar-se
da nossa dança naquele quarto frio e com pouca iluminação. Lembrei-me de como a
megalópole parecia uma cidade litorânea. Limpei a lágrima em meu rosto e
segurei a saudade no meu peito; a saudade do seu toque, do seu cheiro e do seu
jeito desatento de ser – o que também me deixa confortável, já que atenção não é
meu forte.
Hoje olhei minha polo e
queria que soubesse que ainda não a lavei, só para sentir seu cheiro, seu doce,
sua essência.
Lembrei-me de como
parecíamos duas almas brilhantes e singelas em um mundo desesperado. E de como
é lindo te ver dormir. Eu finalmente entendi aquele velho ditado dizendo que só
vamos entender o porquê não deu certo com outras pessoas, quando acharmos a
certa. É exatamente assim que me sinto contigo; transbordado, feliz,
melancólico, irônico.
Já havia lhe dito que
não procuro por agora explicar como tenho certeza de que é você quem me marcou
e marca, e nem quero – porque aí fica muito lógico e racional. Você sabe que
não quero te envolver em prensas, mas, como se diz em “Reflections of a Skyline”,
meu sentimento não cabe em uma palavra, nem frase. Por isso não a pronuncio;
talvez um dia explique isto para nossos filhos, se você quiser.
Ontem, hoje e amanhã
só posso afirmar que o que sinto é um “(...) imensurável, infinito, inabalável,
sem fim, intenso, completo, em expansão, ensurdecedor, silencioso, quântico,
simples e puro amor.” Mesmo que você nunca mais entre em meu blog ou veja esta
tentativa de expressão na tela. Seu amor me pega em cada centímetro do meu
corpo e em cada milímetro do meu coração.
É hora de voltar, mal
posso esperar para te tocar, como navalhas que rasgam meu peito. Não é mesmo,
amor?
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